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O Hitória do Gato no Extremo Oriente




Os felinos foram altamente valorizados em todo o Extremo Oriente por matar os ratos que destruíam não apenas alimentos, mas casulos de bicho de seda. Na Tailândia, foram abrigados nos mosteiros, com a tarefa de preservar textos sagrados de serem roídos pelos roedores. Desde os primeiros tempos até o presente, os abades budistas criaram os gatos, pois admiravam sua elevada capacidade de autodomínio e habilidade de concentração, semelhante às obtidas por meio da meditação.


Nas escolas tailandesas, as crianças aprendem uma canção elogiando os felinos pela sua habilidade divina, que preservaram os ensinamentos de sua religião. Assim os jovens são ensinados a ser gentis com esses animais.


Gatinhos eram as criaturas de estimação favoritas durante a dinastia Song chinesa; os com pelo branco e amarelo, chamados de "gatos leão", eram os mais valiosos, As criaturas poderiam ser mimadas com itens comprados no mercado e frequentemente, alimentadas com peixes anunciadas no mercado especificamente para eles.


Introduzidos no Japão por voltado século VII, da Choma através da Coréia, a princípio, os queridos de estimação eram raros e reverenciados pelos aristocratas. No livro Sarashina Diary, foi registrada ´por Lady Sarashina a morte do seu gato junto com os de sua irmã e marido.


Nas lendas japonesas e nos contos místicos, os gatos são benéficos e predominam sobre os demônios. O símbolo de boa sorte para os japoneses é o Maneki-Neko que pode ser encontrado em qualquer lugar do país e acabou se espalhando pelo mundo. Você provavelmente já viu um: É um felino gordo e simpático, sentado com uma pata levantada no gesto japonês de acenar e traz prosperidade para o local onde está.


As origens desta figura é contada em documentos mantidos no templo Gotokuji em Tóquio, construído em 1480. O templo estava em ruínas em 1615 e, praticamente, não tinha paroquianos. Um monge remanescente encontrou um gato e o manteve no local.


Um dia, um pouco antes de uma tempestade violenta, a mascote do templo avistou um samurai e acenou para ele com a pata direita, convidando-o para abrigar-se no prédio. O guerreiro ficou grato pela inexplicável ajuda do bigodudo e virou guardião do Gotokuji. A partir de então, o templo prosperou e os gatos são homenageados por lá.


Em uma outra história japonesa, um bichano sentou-se ao lado de um famoso artista chamado Cho Densu, no mosteiro Tofukuji, onde pintava uma enorme imagem da entrada de Buda no Nirvana. Nesse dia o artesão ficou sem pigmento azul marinho, brincou com o gatinho e disse "Se você fosse bom o suficiente para obter atinta que preciso, o retrataria nesta pintura." No dia seguinte, o animal não só trouxe um pouco de produto natural como também mostrou-lhe o lugar onde poderia ser encontrada uma grande quantidade. Em recompensa, o pintor incluiu seu amiguinho desconhecido numa obra, e assim melhorou sua moral reputação em todo o país.


Há também, um pequeno santuário de gatos construído no meio da ilha de Tashirojima, em Miyagi, no Japão. No passado, existia uma criação do bichos-da-seda no local e os felinos eram trazidos para conter a população de ratos, porque os roedores são um predador natural dos bichos-da-seda. Os peludos iam para as estalagens onde os pescadores estavam hospedados e imploravam por restos de peixes.


Com o tempo, os trabalhadores da região desenvolveram um apreço pelos bigodudos e passaram a observá-los de perto, interpretando sua ações como previsões do clima. Este não é o único santuário dos japoneses; existe mais um em Nambujinja, na cidade de Nigata, outro na ilha de Aoshima, na área de Shikoku e, por fim o de Kyõtango.


Para os nipônicos que procuram contato mais próximo com os amigos de quatro patas, existe um Cat Café em Tóquio. O ambiente é todo adaptado para o bem-estar dos bichanos e qualquer um pode entrar, pedir um café, bolo e afofar os gatinhos presentes.


Hello Kitty, criado por Yuko Yamaguchi, é um ícone de gato contemporâneo. O personagem está disponível em todo o mundo, fez sua estréia em 1974 e, desde então, tornou-se um marco global da cultura japonesa. Mais um motivo para os orientais atribuírem o bigodudo com um ser que traz sorte e prosperidade.


Fonte: Livro A Verdadeira Missão dos Gatos

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